sábado, 21 de novembro de 2009

Utopia de segunda-feira

A piada da semana veio da boca do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, que falou nesta segunda (16 ) que a banda larga brasileira tem que ser igual ao SUS (Sistema Único de Saúde), pois o SUS garante atendimento publico a população.

Estamos muito atrasados nessa discussão sobre oferta de banda larga à população. Enquanto estamos discutindo banda larga, em países desenvolvidos como os Estados Unidos a discussão já é sobre o fornecimento de banda ultralarga, com potencial para transmitir dados numa velocidade de 100 megabytes.

Para ele, em condições ideais a banda larga deveria ser um serviço prestado de forma universal e similar à adotada pelo SUS, uma vez que a exemplo da saúde, o acesso à informação também é uma das prioridades nacionais.

– O Estado tem, sim, o dever de ofertar banda larga à população. Não se trata apenas de tecnologia, mas de acesso à informação.

Bem, na teoria sabemos que é lindo o governo oferecer internet de graça ao povo, mas compara-lo ao SUS? Será que teremos de fazer filas para baixar arquivos, ou quando colocarmos o URL do site para acessar aparecer: conexão em falta ou pior: Imagina pegarmos ficha para ganharmos nossa cota de internet para usar no outro dia.

E claro o povo teria conexões altíssimas, não haveria caixa dois, pura utopia de governantes que ainda não aprenderam muita coisa.

A solução é: Baixem os impostos, assim teremos tudo acessível nas mãos do povo!
Bem, como o bolsa-celular sabemos que muita água vai rolar e dependendo dos interesses será aprovado ou não.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Navegadores Leves: A Nova Geração

Que o mundo gira, muda e as coisas antigas vão sendo substituídas por outras mais novas todo mundo sabe. O que você, talvez, não saiba é que isto também está acontecendo com uma área bem importante do software livre: os navegadores leves. Se você tem aquele computador antigo, que já não aguenta a "pressão" do Firefox, você sabe do que eu estou falando: um navegador que só NAVEGUE faz falta. Ou fazia.




Assim que eu cheguei no mundo Linux, quando se pensava em browser leve, se falava em Dillo. Lembro que ele realmente cumpria seu papel de ser leve, assim como lembro que pensei na época que o soft tinha passado vááárias vezes na fila para ser feio. Mas o importante é que funcionava e cumpria seu papel. O problema é que o projeto, ao que parece, foi descontinuado, deixando muitos usuários orfãos.

Como tudo se renova, o "setor" também se renovou. Dois novatos estão chegando, ao que parece, para ficar, cumprindo muito bem o seu papel, sem nunca devorar mais memória que o necessário. Vamos aos nomes: Arora e Midori. Eu sei que vão dizer por aí que o Rekonq ou o próprio Konqueror (alguém por aí navega com ele?) deveriam entrar na lista, mas ambos tem muitas dependências ligadas ao KDE e a ideia desse artigo é mostrar browser leves "independentes". Eles terão sua vez.

Arora, o candidato Qt


O Arora surgiu logo depois do Qt4, a nova linguagem em que se baseia toda a suíte KDE e muitos outros programas fora dela. Uma das grandes novidades dessa linguagem foi trazer o módulo WebKit - base para navegadores como o Chromium, Chrome, no Linux e Windows, e o Safari no Mac e no Windows - integrado a linguagem, praticamente fazendo parte da "turma". Foi esse módulo que possibilitou, falando em termos nacionais, a criação de alguns "brinquedinhos" como o BigBashView e o Bibliotehk.

Junta com o Qt4 e o módulo QtWebKit, a empresa desenvolvedora da linguagem lançou um projeto demonstração para as funções do módulo WebKit, um navegador com funções básicas. E foi baseado nessa demonstração que os desenvolvedores do Arora resolveram criar um navegador leve. Utilizando a base de código já pronta, os desenvolvedores lançaram o navegador e começaram a fazer melhorias pequenas.

O projeto tem crescido bastante, o que motiva os desenvolvedores a aprimorar ainda mais o programa.

Consumo de memória navegando pelo Google: 31MB

Midori, o candidato GTK





Eu tenho que começar dizendo que esse é o meu favorito. Apesar do Qt4 ser uma linguagem bem a frente do GTK2, o Midori consegue ser um browser melhor que os seus concorrentes feitos na linguagem mais "moderna". O projeto é um pouco mais antigo que o Arora, e por isso está também um pouco a frente.

Alguns recursos interessantes que o Midori trás são o Speed Dial (como o do Opera), alguns extensões "genéricas" as do Firefox (como a de bloqueio de anúncios, por exemplo) e a navegação privada.

O problema do Midori é que ele está em constante desenvolvimento, resultando em alguns bugs bem chatos em funções recém adicionadas, como Speed Dial que fecha o navegador quando você adiciona um endereço.

Consumo de memória navegando pelo Google: 40MB

Conclusão

Com a suposta aposentadoria do Dillo, que, eu espero, não é novidade para ninguém, o segmento de navegadores leves está em excelentes mãos. É óbvio que comparar projetos ainda começando com gigantes como o Firefox, Opera e o Chrome não é prudente. O desenvolvimento nos programas, principalmente no Midori, é constante, deixando um ar de confiança em melhoras constantes para o usuário.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Shotwell: Visualização e edição básica de fotos no Gnome

Você está em ambiente Gnome, tirou aquelas fotos e precisa fazer uns ajustes básicos nela, nada muito complexo. O usuário KDE daria uma risada porque eles tem o GwenView que faz esse papel feito em Qt, enquanto os usuários Gnome precisam (corrijam-me se estiver errado) abrir o GIMP para fazer o trabalho. Tudo bem que o GIMP é muito melhor para edição de fotos que o Gwenview, mas uma edição simples poderia ser mais facilitada sem a grande gama de opções do GIMP para confundir a cabeça do iniciante.

Até eu estava chateado com isso, quando dei uma passada nada ocasional no GTK-Apps e encontrei uma verdadeira pérola: Shotwell. Ele é um excelente visualizador de fotos e ainda conta com algumas funções básicas de edição de imagem para você que não quer criar uma obra prima, apenas remover o olho vermelho em uma foto de fim de semana. Entre as funções estão remoção de olho vermelho, recorte, rotacionar e melhoria de foto. Você pode iniciar tanto o Shotwell pelo Menu, quanto clicar numa foto e escolher "Shotwell Photo Viewer" como aplicativo.




Instalação

O time do Shotwell disponibiliza repositórios para facilitar a instalação do mesmo. Aí vai a lista dos repositórios, segundo as versões do Ubuntu:

Karmic:

deb http://ppa.launchpad.net/yorba/ppa/ubuntu karmic main

Jaunty:

deb http://ppa.launchpad.net/yorba/ppa/ubuntu jaunty main

Intrepid:

deb http://ppa.launchpad.net/yorba/ppa/ubuntu intrepid main

Hardy:

deb http://ppa.launchpad.net/yorba/ppa/ubuntu hardy main

Depois de adicionar os repositórios, basta atualizar o Synaptic ou o apt-get, se você é fã do terminal como eu, e instalar o shotwell.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Lançada Revista Espírito Livre #008

Continuando o grande sucesso das edições anteriores, a Revista Espírito Livre chega em sua oitava edição tendo Comunidades e Movimentos Livres como matéria de capa.




"Como as comunidades de software livre se manifestam? Como se apresentam diantes da rede? Será que ao constituir uma comunidade tudo será mil maravilhas?
Como entrevistado principal, essa edição conta com Jon “maddog” Hall, considerados por muitos um exemplo de vida, superação e engajamento no movimento do software livre. Maddog “peregrina” em diversos eventos por todo o Brasil e sempre está alí disposto para mais aquela foto e para um bom papo sobre novas tecnologias. Danilo Rodrigues, do Projeto Robótica Livre também conversou com nossa equipe e explicou um pouco mais sobre este interessante projeto."

O download da Revista é gratuito e pode ser realizado através desse link.
Se perdeu alguma edição anterior, por baixá-la através desse link.

 
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